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segunda-feira, 13 de maio de 2013
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Olhar a Cruz - by Israel Belo de Azevedo
Convida-me o Pai para olhar a cruz,
onde seu Filho se esvaiu em sangue.
Por que me pede? para que sinta pavor
porque de modo tão intenso me amou?
Se olho para lá, com o corpo pendido,
a sombra da tristeza me faz exaurido:
embora cercado de regras, foi um crime;
(a lei é também usada para esconder:
até os corruptos agem dentro do regime)
embora bondoso, foi injusto o amor
(eu é que tinha daquela morte morrer:
como posso me alegrar com este favor?)
Se olho para a cruz, vazia de Jesus,
presentes apenas as cicatrizes do cravo,
posso ver o triunfo inconfundível da graça,
posso escutar o cântico do perdão,
posso sentir o convite à comunhão,
posso me alegrar como o escravo
com a carta de liberdade na mão,
posso viver de tal modo que o canto não travo.
Meus conflitos ainda sobre mim pendem:
hoje deixo que as lágrimas fendam
meus sentimentos diante da atrocidade
que quem podia mas não quis evitar;
hoje não deixo de ficar enternecido
diante de um afeto que não sou capaz
de ver por mim imitado ou mesmo retribuído,
mergulhado em soluços que não sei controlar.
Amanhã, faço vir ao rosto enlarguecido
por um sorriso que a alegria abre,
tal a experiência da gratidão,
pela vida que pulsa e no peito não cabe,
tal a certeza clara da libertação,
tal o poderoso prazer da salvação,
tal o sentido iluminado,
tal o presente dado.
Convida-me o Pai para olhar a cruz,
onde seu Filho se esvaiu em sangue.
Olho e consigo ir além do horror,
porque aquele sangue me batizou.
ISRAEL BELO DE AZEVEDO
onde seu Filho se esvaiu em sangue.
Por que me pede? para que sinta pavor
porque de modo tão intenso me amou?
Se olho para lá, com o corpo pendido,
a sombra da tristeza me faz exaurido:
embora cercado de regras, foi um crime;
(a lei é também usada para esconder:
até os corruptos agem dentro do regime)
embora bondoso, foi injusto o amor
(eu é que tinha daquela morte morrer:
como posso me alegrar com este favor?)
Se olho para a cruz, vazia de Jesus,
presentes apenas as cicatrizes do cravo,
posso ver o triunfo inconfundível da graça,
posso escutar o cântico do perdão,
posso sentir o convite à comunhão,
posso me alegrar como o escravo
com a carta de liberdade na mão,
posso viver de tal modo que o canto não travo.
Meus conflitos ainda sobre mim pendem:
hoje deixo que as lágrimas fendam
meus sentimentos diante da atrocidade
que quem podia mas não quis evitar;
hoje não deixo de ficar enternecido
diante de um afeto que não sou capaz
de ver por mim imitado ou mesmo retribuído,
mergulhado em soluços que não sei controlar.
Amanhã, faço vir ao rosto enlarguecido
por um sorriso que a alegria abre,
tal a experiência da gratidão,
pela vida que pulsa e no peito não cabe,
tal a certeza clara da libertação,
tal o poderoso prazer da salvação,
tal o sentido iluminado,
tal o presente dado.
Convida-me o Pai para olhar a cruz,
onde seu Filho se esvaiu em sangue.
Olho e consigo ir além do horror,
porque aquele sangue me batizou.
ISRAEL BELO DE AZEVEDO
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Cruz
Depois de o terem escarnecido, despiram-lhe o manto e o vestiram com as suas próprias vestes. Em seguida, o levaram para ser crucificado. (Mt 27:31)
Este versículo não tem, aparentemente, nada de especial. É apenas parte de um acontecimetno que viria mudar para sempre o nosso relacionamento com Deus.
Ultimamente tenho me sentido muito atraída pela crucificação de Jesus, todos os seus significados imediatos e ocultos, as últimas palavras, os açoites, o escárnio de que foi vítima, enfim todos os diferentes acontecimentos que envolveram a crucificação e posterior morte de Jesus Cristo, desde o jantar de Páscoa até á hora nona em que Jesus efetivamente expirou.
Acredito que várias vezes perguntamo-nos se terá valido a pena tanto sacrifício, tanto esforço. A cada dia tenho mais a certeza de que sim. Sim, valeu a pena!
Acredito que tenha valido a pena esse sacrifício tão grande para podermos ter a certeza da salvação. A restauração dos nossos corpos não será aqui, neste mundo, dominado pelo maligno, mas sim lá na Glória no soar das trombetas quando começar o Arrebatamento.
Você sabia que estava presente no momento da crucificação? Eu estava presente e você também. Desde o momento dos açoites até a entrada dos cravos no nervo central no corpo humano de Jesus.
Cada açoite, eram milhares de pecados sendo perdoados, cada dor que Jesus sentia eram as nossas dores sendo saradas, cada momento de desidratação era para que pudessemos usufruir do Seu rio de águas vivas eternamente.
Alguns séculos antes de Jesus nascer, Isaías já escrevia sobre os tormentos érpetrados pela cruz:
Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.
Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. (Is 53: 4-5)
Ele morreu para que tivessemos a vida eterna, ele foi coroado com espinhos para que também tivessemos uma coroa lá na Glória, padeceu para que fossemos curados, sarados.
Muitos acham que fazem um grande favor pensando que não aceitam o perdão de Deus porque são muito pecadores, que foi muito grave o que quer que tenha feito. Isso é desmerecer o sacrifício de Jesus. É achar que não valeu a pena tudo o que ele passou. E nada entristece mais o Pai do que ver a sua criatura se afastando dEle.
Que a graça, a compaixão e a misericórdio do nosso Senhor permaneça sempre sobre as nossas cabeças. Amén!
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