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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Cruz

Depois de o terem escarnecido, despiram-lhe o manto e o vestiram com as suas próprias vestes. Em seguida, o levaram para ser crucificado. (Mt 27:31)

Este versículo não tem, aparentemente, nada de especial. É apenas parte de um acontecimetno que viria mudar para sempre o nosso relacionamento com Deus.
Ultimamente tenho me sentido muito atraída pela crucificação de Jesus, todos os seus significados imediatos e ocultos, as últimas palavras, os açoites, o escárnio de que foi vítima, enfim todos os diferentes acontecimentos que envolveram a crucificação e posterior morte de Jesus Cristo, desde o jantar de Páscoa até á hora nona em que Jesus efetivamente expirou.
Acredito que várias vezes perguntamo-nos se terá valido a pena tanto sacrifício, tanto esforço. A cada dia tenho mais a certeza de que sim. Sim, valeu a pena!
Acredito que tenha valido a pena esse sacrifício tão grande para podermos ter a certeza da salvação. A restauração dos nossos corpos não será aqui, neste mundo, dominado pelo maligno, mas sim lá na Glória no soar das trombetas quando começar o Arrebatamento.
Você sabia que estava presente no momento da crucificação? Eu estava presente e você também. Desde o momento dos açoites até a entrada dos cravos no nervo central no corpo humano de Jesus.
Cada açoite, eram milhares de pecados sendo perdoados, cada dor que Jesus sentia eram as nossas dores sendo saradas, cada momento de desidratação era para que pudessemos usufruir do Seu rio de águas vivas eternamente.
Alguns séculos antes de Jesus nascer, Isaías já escrevia sobre os tormentos érpetrados pela cruz: 
Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.
Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. (Is 53: 4-5)
Ele morreu para que tivessemos a vida eterna, ele foi coroado com espinhos para que também tivessemos uma coroa lá na Glória, padeceu para que fossemos curados, sarados.
Muitos acham que fazem um grande favor pensando que não aceitam o perdão de Deus porque são muito pecadores, que foi muito grave o que quer que tenha feito. Isso é desmerecer o sacrifício de Jesus. É achar que não valeu a pena tudo o que ele passou. E nada entristece mais o Pai do que ver a sua criatura se afastando dEle.

Que a graça, a compaixão e a misericórdio do nosso Senhor permaneça sempre sobre as nossas cabeças. Amén!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Submissão

Chegaram ao lugar que Deus lhe havia designado; ali edificou Abraão um altar, sobre ele dispôs a lenha, amarrou Isaque, seu filho, e o deitou no altar, em cima da lenha (Gn 22:9)

Ontem escrevi sobre a dor de Abraão e da sua cega obediência a Deus. Hoje vamos olhar com novos olhos para Isaque: o filho da promessa.
Isaque nasceu quando, biológicamente, Abraão e Sara não tinham mais possibilidades de ter filhos, já perto dos 100 anos. Ou seja, ele já havia sido escolhido por Deus para nascer de Sara, custasse o que custasse.
Com cerca de 20 anos, Isaque foi levado por Abraão até o Monte Moriá onde, sem motivo aparente, foi amarrado e deitado num altar de sacrifício que ele mesmo tinha ajudado a erigir. E o pior foi saber que ele seria sacrificado por seu próprio pai.
Para um rapaz de 20 anos seria fácil imobilizar seu pai, sair correndo do local e se esconder. Estou errada? Não me parece.
E, para surpresa não lemos em nenhum versívulo a menção de Isaque em se esquivar ao se aperceber que ele seria o cordeiro. Vemos aqui que Isaque se submeteu a seu pai, Abraão. Não o questionou, simplesmente obedeceu: Confiança.
Aqui é possível ver um paralelo entre Isaque e Jesus Cristo. Assim como Isaque, Jesus poderia ter se esquivado da humilhação e da crucificação, mas como um cordeiro ele se manteve calado e deixou-se imolar, para que todo aquele que nele cresse tivesse vida eterna: Salvação.
Jesus também obedeceu ao Pai. Deixou a Sua glória, fez-se homem como nós, desceu do Seu trono, para subir em uma cruz, trocou Sua coroa, por uma de espinhos, se esvaziou e venceu a morte.
Pois importa obedecer áquele que tudo criou. Submissão, além de obediência, significa liberdade: liberdade de escolha.

Que nesta época tenhamos a certeza de que Deus se fez homem, vivenciou as nossas dores e deu a sua vida para que saibamos que temos um lugar preparado lá em cima, junto com o Pai. Amén!